A Happy House in a Black Planet: Introdução à Subcultura Gótica
Novos Artigos sobre a Subcultura Gótica

SER GÓTICO NÃO ME TORNA MENOS CIDADÃO.
 
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Somos góticos brasileiros. Fazer parte de uma subcultura global não faz com que deixemos de ser protegidos pela legislação e pelo código de defesa do consumidor vigentes no Brasil. Nos identificarmos com a subcultura gótica não muda o fato de termos direitos e deveres iguais a todos os cidadãos brasileiros.

Cultura e cidadania são questões diferentes. Muitos de nós não se identificam com os elementos culturais relacionados ao estereótipo brasileiro (samba, futebol, carnaval, etc.). Mas isso não altera nossa cidadania.

Apenas somos cidadãos brasileiros identificados com uma subcultura global.

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Mudanças históricas, legislativas e políticas nos últimos 30 anos alteraram completamente a questão de liberdades individuais e grupais: até os anos 1980 vivíamos uma ditadura e um contexto social em que não só a legislação, mas principalmente a prática governamental, restringia a manifestação das liberdades individuais e das diversidades de comportamento e opinião. 

Porém hoje temos o cenário oposto: tanto legislação quanto práticas governamentais procuram promover e defender as diversidades sociais e liberdades individuais, como vemos no desenvolvimento de delegacias das mulheres e da lei Maria Da Penha, do E.C.A., das legislações contra homofobia, racismo, bullying e qualquer tipo de discriminação ou preconceito.

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Outra coisa que mudou nos últimos 30 anos foi toda a legislação regulando a segurança e saúde dos consumidores, com órgãos como Procon, Contru, Ministério Público, Idec, Inmetro, Defensorias Públicas, etc. Hoje, apesar de ainda ser trabalhoso, é perfeitamente viável e acessível a qualquer cidadão processar empresas de qualquer tamanho e ter seus direitos reconhecidos judicialmente. Inclusive sem ter que arcar com os custos, caso comprove baixa renda ou desemprego.

Como qualquer outro cidadão brasileiro, também temos o direito de exigir que as forças de segurança pública  e instituições relacionadas trabalhem pela nossa segurança e garantia de nossos direitos constitucionais de liberdade, igualdade e respeito a diversidade.

Portanto, ao contrário dos anos 70 e 80, hoje temos a vantagem de as leis e instituições estarem em processo de reconhecimento da diversidade e das liberdades individuais que devem ser garantidas em qualquer estado que pretenda ser democrático. Vamos aproveitar isso e desenvolver a consciência de que como cidadãos não devemos nos submeter a nada nem a ninguém que restrinja nossa liberdade e nossos direitos. Da mesma forma que é nosso dever respeitar os direitos dos demais cidadãos.

por H. A. Kipper & Flavia Flanshaid, 2013

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