A Happy House in a Black Planet: Introdução à Subcultura Gótica
Novos Artigos sobre a Subcultura Gótica

SUBCULTURA GÓTICA: DISVERSIFICADA NO VISUAL E NA MÚSICA

A subcultura gótica é bastante diversificada tanto no visual como nos gêneros musicais. Apesar de alguns estilos musicais terem seu equivalente visual (como comentamos no texto 03- A Homologia Subcultural, sua flexibilidade e evolução), é comum os góticos curtirem diversos dos sub-estilos musicais góticos e usarem diversos tipos de visual. O gótico não se prende sempre a um único tipo de visual ou música, nem as combinações música-visual são fixas ou restritivas.

Neste aspecto, a Gótica é uma das subculturas mais flexíveis e variadas, dentro no seu cânone, como comentamos no texto C) ABSORÇÃO DE ELEMENTOS DE ESTILOS RELACIONADOS :"a criatividade, e um certo nível de "contravenção" em relação ao que é considerado o "visual padrão" de certa época na cena Gótica, é algo geralmente visto como positivo. A herança de princípios do "faça você mesmo" ainda perdura, apesar da proliferação atual de grifes especializadas na estética Gótica."

Você vai ver um gótico com visual mais deathrocker dançando ethereal ou electro-goth, ou uma fada de visual ethereal saltitando ao som de gothic-rock, ou um gótico de visual cyber-goth agitando deathrock ou medieval, e várias outras combinações imagináveis.

Aliás, uma das grandes diversões das cenas góticas pelo mundo é ver como as pessoas misturam as várias sub-tendências de visual gótico, demonstrando sua criatividade pessoal e individualidade. Também muitas pessoas variam de sub-estilo de visual gótico ao longo do tempo, do humor ou... do tempo disponível para se “montar”.

Temos um mostruário parcial de estilos de visual, usando fotos de bandas e de filmes para exemplificar (o que não quer dizer que estas bandas e filmes se restrinjam a estes estilos) nesta página: VISUAIS GÓTICOS.

O legal é ver o visual medieval lado a lado com o cyber e um goth-deathrocker, e o vitoriano ao lado do pos-punk, junto como pessoal "pretinho básico synth-pop" ao lado de um rivet, etc, curtindo vários estilos musicais diferentes e, principalmente, se respeitando.

Vários ramos da árvore Gótica :-)

Não podemos confundir o modelo da subcultura Gótica com o de outras culturas que se prendem a poucas variantes de visual e apenas um gênero musical, como explicamos no texto A MÚSICA NA SUBCULTURA GÓTICA: GÊNEROS MUSICAIS X SUBCULTURAS MUSICAIS.

Confira também uma introdução a variedade de estilos musicais que históricamente apreciados pelos Góticos ou que bandas Góticas usam para se expressar musicalmente, no texto 13- GLOSSÁRIO DE ESTILOS MUSICAIS RELACIONADOS À SUBCULTURA GÓTICA.

OUTROS ASPECTOS:

É mais fácil definir o que não é Gótico do que aquilo que é Gótico, exatamente omo Patrice Bollon, comenta em "A Moral da Máscara", também aborda a questão da recusa ao comentar sistemas estéticos : "Mais do que sistemas de normas, são sistemas de tabus. Podemos dizer o que absolutamente não seriam; mais difícil seria dizer o que são.(...) Seu código...não estabelece uma sensibilidade, um significado, ou uma ideologia; ele delimita um espaço de sensibilidade, uma área de significados, um feixe de atitudes, uma constelação de idéias no interior dos quais todas as modulações são permitidas, ou até requisitadas.(...) A meta foi atingida: criar uma concepção do mundo, circunscrever uma visão passível de evoluções que permitam a expressão pessoal.(...) Com efeito, o que as (modas e culturas) aproxima é que nenhuma delas oferece "respostas" às perguntas: elas se contentam em delimitar espaços onde simplesmente essas perguntas não são mais feitas." (Patrice Bollon, 1990) Ver: (03- A Homologia Subcultural, sua flexibilidade e evolução)

A música e o visual, bem como o comportamento e atitude, constituem um discurso estético, como citamos Durafour: "No seio do movimento (1) gótico, o visual, a dança, as atitudes e as posturas formam uma linguagem estética codificada que concorda com uma nova percepção da corporeidade (conjunto dos traços concretos do corpo como ser social): perceber os corpos como "obra de arte" é reconsiderar seu valor em um mundo onde nossos corpos não nos pertencem mais verdadeiramente." (Durafour, 2005) Ver: D) A TEATRALIZAÇÃO E O CORPO

Dessa forma, também nos "reapropriamos" do nosso corpo em sociedade, ou nos reapropriamos -conscientemente- do discurso de nosso corpo.

H A. Kipper, 2010

Novos Artigos sobre a Subcultura Gótica
A Happy House in a Black Planet: Introdução à Subcultura Gótica